Continua o suspense          


O suspense continua em relação a quem vai disputar o segundo turno com o candidato do PSL, se Haddad, o preferido do bolsonarismo, ou Ciro Gomes, o pavor dos marqueteiros do capitão


As chamadas “ondas”, que antecedem o dia da eleição, costumam alterar o cenário eleitoral apontado pelos institutos de pesquisas.

Só duas ondas podem acontecer até o dia 7 de outubro, com Jair Bolsonaro (PSL), primeiro lugar nas intenções de voto, e Ciro Gomes (PDT), o terceiro colocado.

A onda Bolsonaro significa que a fatura vai ser liquidada logo no primeiro turno, com o presidenciável obtendo mais de 50% dos votos válidos.

A onda Ciro, além de deixar o PT de fora, levaria a disputa para um segundo round entre Bolsonaro e Ciro, sem dúvida a grande preocupação dos bolsonaristas.

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o petista Fernando Haddad seria derrotado por Bolsonaro na segunda etapa eleitoral.

Como viria essa onda pró-Ciro? Pelos indecisos, parte dos marinistas e, principalmente, pela conscientização de que Ciro é o melhor nome para tirar o Brasil da profunda crise.

Outro fator que pode provocar o voto em Ciro é que o candidato do PDT venceria Bolsonaro até com certa folga no segundo turno, como demonstram recentes consultas.

Os escândalos apontados pela delação de Palocci, ex-ministro de Lula, vão fazer a rejeição de Haddad aumentar. Com efeito, as pesquisas apontam que Haddad chegou no seu limite, podendo oscilar negativamente.

O suspense continua em relação a quem vai disputar o segundo turno com o candidato do PSL, se Haddad, o preferido do bolsonarismo, ou Ciro Gomes, o pavor dos marqueteiros do capitão.

ACM Neto versus José Ronaldo

O comportamento de José Ronaldo, candidato ao governo da Bahia pelo DEM, fazendo campanha para Jair Bolsonaro, é deplorável.

Não porque é Bolsonaro. Se fosse Ciro Gomes, Marina Silva ou outro presidenciável, também seria inaceitável. Portanto, não é a escolha e sim o oportunismo político.

José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana por quatro mandatos, errou com ACM Neto, que tem toda razão de ficar aborrecido com o colega de legenda, que o apunhalou pelas costas.

O alcaide soteropolitano é o presidente nacional do DEM e coordenador da campanha do tucano Geraldo Alckmin no Nordeste. A atitude de José Ronaldo colocou a liderança de Neto na sarjeta.

Nos bastidores do demismo, a decepção com Ronaldo é grande. Como o momento não é de jogar lenha na fogueira, toda revolta vai ser exteriorizada assim que acabar o processo eleitoral.

No frigir dos ovos, o comportamento de José Ronaldo termina ajudando politicamente ACM Neto, que, para justificar a baixa votação do correligionário, vai dizer que deixou de apoiá-lo assim que soube da traição.

O relacionamento político de ACM Neto com José Ronaldo ficou abalado. Não seria nenhuma surpresa sua saída do DEM depois da eleição.

Um domingo democrático          

Dia 7 de outubro é a simbolização do estado democrático de direito, da manifestação cívica e do título de eleitor como instrumento imprescindível para o exercício da cidadania.

Votar em candidatos da Região é importante para a nossa tão incipiente representatividade política. Temos bons nomes para os parlamentos estadual e federal.

Entre eles, o médico Antônio Mangabeira, postulante à Câmara Federal pelo Partido Democrático Trabalhista, o PDT do saudoso Leonel Brizola.

Mangabeira, que obteve quase 19 mil votos na última sucessão municipal de Itabuna, conduz sua campanha com muita ética e sem demagogia.

Não satisfeitos com a posição do pedetista nas pesquisas de intenções de voto, os boateiros de plantão já espalham que Mangabeira desistiu da candidatura.

Os futriqueiros, figuras desprezíveis, são os mesmos da eleição municipal, que diziam nos cantos da cidade que Mangabeira não atendia pelo SUS. Alguns até remunerados para tal “missão”.

Itabuna merece um deputado federal como Mangabeira.