FERNANDO GOMES E A SUCESSÃO DE 2020


Se a eleição fosse em outubro deste ano (2019), FG não seria candidato


O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, declarou que não vai disputar o sexto mandato, que já fez sua parte como gestor.

Essa mesma declaração foi dada no processo sucessório de 2016, quando o alcaide morava em Vitória da Conquista. Fernando saiu candidato e fez muita gente perder dinheiro na aposta de que não disputaria o pleito.

Se a eleição fosse em outubro deste ano (2019), FG não seria candidato. Sabe que precisa diminuir o alto e preocupante índice de rejeição apontado pelas pesquisas eleitorais.

Fernando Gomes

Digo sempre que uma possível postulação de Fernando depende do governador Rui Costa (PT), não só no campo administrativo, atendendo as reivindicações, como no político, dando aval e abrindo espaços para sua candidatura na base aliada.

Sem o apoio do chefe do Palácio de Ondina, presidenciável do PT na sucessão de Bolsonaro, já que a inelegibilidade de Lula é favas contadas, Fernando desisti do desafio de comandar a prefeitura por seis vezes.

Morando em Itabuna, não vai existir o “foram me chamar”, que pode ser substituído pelo “se o povo pedir”. Em relação às pessoas mais próximas do prefeito, a opinião de que o alcaide não será candidato prevalece.

É evidente que a sucessão de 2020 com FG na disputa muda todo o cenário. Mas é bom lembrar que o eleitorado itabunense nunca reelegeu um gestor.

Outro ponto é que a candidatura de FG levaria a uma polarização do processo sucessório : Fernando versus Mangabeira, fortíssimo prefeiturável do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

PS – Fernando Gomes continua sem partido depois que saiu do DEM de ACM Neto. O óbvio ululante é que vai se filiar a uma legenda da base aliada do governador Rui Costa. Sua saída do demismo foi causada pela tentativa de Neto de fazê-lo desistir da candidatura a prefeito para apoiar o então tucano Augusto Castro, hoje aliado do petismo. Coisas do movediço e traiçoeiro mundo da política.

Augusto Castro foi um ferrenho adversário do PT, fazia contundentes críticas ao governo Rui Costa. Hoje é neoaliado do chefe do Executivo. Junto com Geraldo Simões, articula uma frente contra a candidatura do médico Antônio Mangabeira.