Governador ignora clima de disputa e prevê duplicação concluída em dois anos

“A duplicação vai sair; porque, dessa vez, o governador é Rui Costa”, afirmou o gestor, em entrevista coletiva (Fotos: Júnior Riller/Diário Bahia)
Um público expressivo, de várias cidades da região, compareceu à solenidade

 

A banda Lordão, um ícone de Itabuna, compareceu para animar a plateia

Orçada em R$ 105 milhões, a duplicação da rodovia Ilhéus/Itabuna já tem, pelo menos, o contrato assinado. A solenidade que selou a ordem de serviço aconteceu na manhã desta segunda-feira (9), na avenida Juracy Magalhães, com a presença do governador Rui Costa, dos prefeitos Fernando Gomes e Mário Alexandre, das duas referidas cidades, além de gestores de outros 31 municípios da região, deputados e senadores.

Segundo Rui Costa disse em entrevista coletiva momentos antes da assinatura, o Ministério dos Transportes assegurou R$ 8 milhões, para custear o projeto executivo. Este deverá estar pronto em, no máximo, 90 dias – o trabalho deve começar logo após a homologação. Outros R$ 25 milhões virão de emendas de deputados federais.

A estrada, num raio de 26 km, deverá ser concluída num prazo de dois anos e vir acompanhada de um projeto de paisagismo e ciclovias. “Nós materializaremos esse sonho, garantindo não só uma estrada, mas uma integração urbana entre as duas cidades. Será um cartão postal de preservação da natureza. Queremos afirmar, para que não haja dúvida: nós vamos construir essa obra”, resumiu.

E ele adiantou: ainda que o governo federal não libere o restante dos recursos, nem conceda empréstimo ao qual a Bahia tem direito, o governo estadual se encarregará de bancar a obra. “A duplicação vai sair; porque, dessa vez, o governador é Rui Costa”, respondeu, quando perguntado sobre qual garantia a população sul-baiana teria de que não seria apenas uma “ordem de serviço”.

Fernando Gomes disse que nunca viu um governador trabalhar tanto pelo sul da Bahia

Sem ministro

Questionado, ainda, sobre uma suposta articulação para que a assinatura do contrato não acontecesse em Itabuna, Costa foi, digamos, diplomático: “Prefiro pensar nesse momento nas coisas positivas. Aprendi a não dar muito ouvido a quem tem pensamentos negativos, a quem trabalha para as coisas não acontecerem”.

Sobre o não comparecimento do ministro dos Transportes, Maurício Quintella, ele revelou: “Em todos os momentos que eu tive com ele, foi correto, justo, rápido nas tomadas de decisões. Inclusive, já tem o depósito da primeira parcela, no valor de R$ 8 milhões. Então, ele agiu como um republicano. Outros fizeram atitudes não republicanas, para tentar impedir que ele estivesse aqui”.

Além dos R$ 105 milhões acima citados, deverá ser paga a desapropriação da área e o estado estará encarregado de ajudar nessa parte – ressalvou o alcaide.

Prefeitos agradecem

O prefeito Fernando Gomes destacou a importância da duplicação para preservar vidas, já que apenas com a pista atual é alto o número de acidentes. Ele frisou, por fim, o quanto é inédito (em mais de 40 anos de política) ver o volume de obras feitas no sul da Bahia por um governador.

Já o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, considera que a duplicação é um grande passo para instituir a região metropolitana. “É uma obra sonhada não só para Ilhéus, mas para toda a região. Fortalece o turismo, o acesso de todos os municípios da Bahia, para que a gente possa fazer uma região mais forte e recuperar o tempo perdido”, afirmou.