“Palanque” da duplicação mostra salada de partidos em torno de Rui Costa

O objetivo, afinal, era a assinatura do contrato para a duplicação da rodovia Ilhéus/Itabuna (Fotos: Júnior Riller)
O mantra do senador Otto Alencar: “O tempo do coronelismo passou”
Os petistas Geraldo Simões e Juçara Feitosa, ao lado da turma do PR
O ex-prefeito Vane do Renascer ficou na última fila, mas foi
Wenceslau e Vita: de ex para atual vice-prefeito

A solenidade de assinatura do contrato para duplicação da rodovia Ilhéus/Itabuna, na manhã desta segunda-feira (9), mostrou uma verdadeira “salada” com representantes de diversos partidos na cidade.

Algumas figuras, como o ex-prefeito Vane do Renascer, que não aparecia em eventos do tipo há meses, deu as caras por lá.

E se viu de tudo. Um abraço cheio de gentileza entre o ex-vice-prefeito Wenceslau Júnior (PCdoB) e o atual vice, Fernando Vita (PMDB), como quem diz: “o ‘pepino’ agora é contigo!”.

Como “Rui Correria” – apelido exaustivamente repetido pelo locutor – diz que não fará distinção entre os prefeitos tomando por critério a sigla à qual pertençam, teve mais.

Na primeira fileira, estava o atual gestor, Fernando Gomes (hoje sem partido); na segunda, o ex-prefeito Geraldo Simões, ao lado da esposa, Juçara Feitosa, ambos do PT, junto com os deputados do PR. Os parlamentares muito elogiados no contexto, inclusive.

Não há como ver os dois (FG e GS)  num mesmo “palanque” e não lembrar que foram historicamente rivais e protagonizaram durante anos um verdadeiro ping-pong na cadeira de prefeito de Itabuna.

Como num afago aos dois políticos, Rui parabenizou o fato de estarem abrindo mão de suas diferenças naquele momento. Reconheceu que, como deputado federal, Geraldo Simões, lutou para destravar a obra da duplicação. “Eu agradeço por essa união a favor de Itabuna”, afirmou.

Na mesma linha do casal GS e JF, estava o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB), que na campanha de 2012 articulou a chegada de Vane à Prefeitura, vencendo Juçara e Azevedo (hoje PTB).

Durante a fala, o senador Otto Alencar (PSD) – até agora lembrado que um dia foi carlista – disse algo que tem bastante a ver com o atual momento da política: “O tempo do coronelismo passou”.

Exemplo bem típico dessa linha, o governador – com aquele jeito manso (ao menos em público) – reuniu representantes de várias legendas na política de Itabuna num mesmo lugar. E todos muito bem comportados.

Foi até bonito de ver! Só faltou se levantarem e dançarem numa roda, ao som da banda Lordão – escolhida para animar o evento. Afinal, o eleitor quer – e exige – novos tempos.