Em Itabuna, Hospital Beira Rio realiza cirurgia plástica ocular


Conheça mais sobre o assunto através da Dra. Gabriela Góes


A cirurgia plástica ocular, também conhecida como oculoplástica, é uma especialidade da Oftalmologia que une a precisão da microcirurgia ocular com os princípios da reconstrução estética e funcional. Diferente de uma cirurgia plástica convencional no corpo, a oculoplástica exige um conhecimento profundo da anatomia do globo ocular e das estruturas adjacentes para garantir que a saúde da visão seja preservada. Em Itabuna, a Dra. Gabriela Góes (foto) está realizando essa cirurgia no Hospital Beira Rio. Formada pela Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Salvador-BA), ela possui especialização em Saúde da Família pelo PROVAB e realizou residência médica em Oftalmologia no Hospital Humberto de Castro Lima, em Salvador. Fez uma especialização chamada fellowship, em Plástica Ocular, no Hospital São Geraldo vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte e retornou para atuar na cidade em que nasceu.


“Minha prática envolve tanto procedimentos estéticos, como blefaroplastia e elevação do supercílio, quanto cirurgias funcionais, com o objetivo de restaurar a anatomia, a função e a harmonia da região periocular”, afirma a oftalmologista. A cirurgia plástica ocular não trata apenas da “aparência”, mas também da funcionalidade das pálpebras, das vias lacrimais e da órbita. A blefaroplastia, remoção do excesso de pele e das bolsas de gordura das pálpebras superiores é o procedimento mais conhecido, devolvendo um aspecto rejuvenescido e descansado ao olhar. A ptose palpebral é a correção da pálpebra caída que, em muitos casos, chega a cobrir o eixo visual, limitando o campo de visão do paciente. A cirurgia para Entrópio e Ectrópio visa corrigir a margem da pálpebra que vira para dentro (irritando o olho com os cílios) ou para fora (causando ressecamento severo).

IMPORTÂNCIA DO ESPECIALISTA

No caso das vias lacrimais, muitos pacientes sofrem com o lacrimejamento constante (epífora). A cirurgia atua na “desobstrução” dos canais que drenam a lágrima, como a dacriocistorrinostomia, que cria um novo caminho para a lágrima chegar ao nariz. Já na cirurgia de órbita, realiza-se a biópsia de tumores de glândula lacrimal, acompanhamento de pacientes com distúrbios na tireoide, além da drenagem de abcessos órbitarios – complicação que pode ocorrer na celulite orbitaria. A avaliação e cirurgia da cavidade anoftalmica reabilita pacientes que perderam o globo ocular, propiciando o uso próteses oculares, que visam a simetria e a naturalidade da face.

Esses tipos de procedimentos só devem ser feitos por um especialista. “O olhar é uma das regiões mais delicadas do corpo humano. Uma retirada excessiva de pele em uma blefaroplastia, por exemplo, pode impedir o fechamento completo dos olhos, resultando em úlceras de córnea graves. O cirurgião oculoplástico é treinado para tratar a estética sem nunca comprometer a integridade do olho. Ele entende que a beleza deve caminhar de mãos dadas com o conforto ocular”, alerta a Dra. Gabriela.

A maioria dos procedimentos é realizada em centro cirúrgico, geralmente com alta no mesmo dia, sob anestesia local e sedação. O pós-operatório da blefaroplastia, por exemplo, geralmente tranquilo, envolvendo compressas geladas para reduzir o inchaço e repouso relativo. As cicatrizes são estrategicamente posicionadas nas dobras naturais das pálpebras, tornando-se mais discretas com o passar do tempo.

“Seja por uma necessidade médica ou pelo desejo de recuperar a vitalidade do olhar, a cirurgia plástica ocular oferece soluções seguras e transformadoras, elevando a autoestima e a qualidade de vida do paciente”, finaliza a Dra. Gabriela Góes.