AUGUSTO CASTRO E O PLEITO DE 2022


Augusto Castro, diz Wense, consegue dar, politicamente, beliscão até em azulejo


 

Fulano, beltrano e sicrano podem ser candidatos na eleição para o Legislativo no pleito de 2022, mais especificamente para o Parlamento estadual. Mas que vão ter o apoio do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), é um outro departamento, como costuma dizer a sabedoria popular.

2021 é ano de pouca política, no sentido partidário, e muita gestão, dos prefeitos, principalmente dos eleitos pela primeira vez, se adaptarem ao cargo e fazer imprescindíveis mudanças no Centro Administrativo, sob pena de não governar, ficar com às mãos atadas e não cumprir com as promessas de campanha.

No tocante a Itabuna, Augusto sabe que lá na frente, diria que antes mesmo de adentrarmos no segundo semestre de 2022, terá que ser o protagonista do processo eleitoral. Vale lembrar que teremos eleições para presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual.

Como político que gosta de fazer política, o alcaide de Itabuna não vai criar nenhum “bicho” para lhe morder ou apunhalá-lo pelas costas. Todo cuidado é pouco, principalmente com quem sonha em assumir o cargo maior do Poder Executivo municipal.

Augusto pode até ser enganado na parte administrativa, como, por exemplo, acreditar que um nome indicado para uma determinada função seja competente. Mas no campo da política, dificilmente vai ser passado para trás. Aí Augusto é esperto, consegue até dar beliscão em azulejo.

Aliás, a primeira demonstração de que o prefeito está atento, com os olhos bem abertos, se deu na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, hoje sob à presidência de Erasmo Ávila, da mesma legenda de Augusto, o PSD, evitando assim que a Casa Legislativa ficasse sob o controle do Cidadania, sigla do vice-prefeito Enderson Guinho.

Outro ponto é que o Cidadania é da base política e aliado do ex-prefeito soteropolitano ACM Neto, presidente nacional do DEM e pré-candidato ao governo da Bahia na sucessão de Rui Costa (PT). O senador Otto Alencar, dirigente-mor do PSD baiano, é também postulante ao cobiçado comando do Palácio de Ondina. Sua merecida e legítima candidatura é dada como favas contadas, irreversível, 2+2=4. Como se comportará o Cidadania de Itabuna na sucessão estadual de 2022? A pergunta pode ser até intempestiva, mas é 100% pertinente.

Não podemos esquecer que Augusto Castro, que faz política pensando no amanhã, depois de completar os quatro anos do seu mandato como chefe do Executivo, se for reconduzido ao cargo, quebrando o tabu da reeleição, pode disputar uma vaga de deputado federal. Caso não consiga o segundo mandato consecutivo, vai tentar voltar à Assembleia Legislativa do Estado (ALBA).

O vice Enderson Guinho, já decidido a sair deputado estadual, já trabalhando nos bastidores, fará uma dobradinha com Joceval Rodrigues, presidente do Cidadania da Bahia e candidato ao Parlamento federal. O vice-prefeito apoiou Joceval na última eleição em detrimento do médico Antônio Mangabeira, candidato do PDT, então partido de Enderson Guinho, que terminou causando sua expulsão da legenda brizolista por infidelidade partidária.

É óbvio que o Cidadania tem todo o direito de apoiar os candidatos de sua legenda. Vivemos em um Estado democrático. O prefeito Augusto Castro tem também todo o direito de pensar no que é melhor para seu futuro político.

Concluo dizendo que 2022, que daqui a pouco chega, é vapt-vupt, é ano de eleição, quando os interesses políticos vêm à tona e o salve-se quem puder fica mais escancarado. O ditado popular que toma conta dos senhores candidatos é o do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

PS – O presidente da Câmara de Vereadores, Erasmo Ávila (PSD), estuda com carinho a possibilidade de disputar o Parlamento estadual. Sem dúvida, uma maneira de não deixar o vice-prefeito solto no Centro Administrativo e, como consequência, com o discurso de que é o candidato do prefeito Augusto Castro.