Sem salários, servidores da Educação se “hospedam” na prefeitura de Buerarema



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Os servidores ocuparam o local desde a terça-feira

Em greve, professores, funcionários da merenda e de serviços gerais, “munidos” de colchonetes, garrafas de café e cobertores, resolveram se “hospedar” na prefeitura de Buerarema, até que o município regularize o pagamento dos salários que, segundo os manifestantes, vêm sido pagos com atraso há muitos meses. O prédio está ocupado desde a última terça-feira (18).

Em entrevista ao blog Buera24Horas, a professora Eliane Silva, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), informou que os atrasos começraam em abril. Ela relatou, inclusive, que a folha do mês de setembro não havia sido paga até o fechamento dessa matéria.

Ainda de acordo com a coordenadora, alguns dos grevistas estão desde julho sem receber nada. Como forma de protesto, antes da greve, as escolas municipais de Buerarema começaram a funcionar em “operação tartaruga”. Os alunos só tinham aula até as 10h da manhã.

“Têm professores que estão passando necessidade. Tiveram a luz, água cortadas; os cartões de crédito atrasados. Fizemos isso [ocupar o prefeitura] para sensibilizar os governantes, as autoridades para nossa situação”, justificou Eliane.

A educadora afirmou que nenhum representante da prefeitura apareceu na reunião, marcada pelo próprio governo, na manhã de hoje (19). Com isso, os manifestantes já avisaram: não sabem quando desocuparão o prédio.

A cidade tem 354 servidores efetivos da educação – dos quais 250 são professores. A greve deixa 2.600 alunos sem aula. O prefeito de Buerarema é Guima Barreto, derrotado nas urnas ao tentar a reeleição nas eleições do último dia 02.

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A greve só termina quando os salários forem regularizados